A imprensa moçambicana tem noticiado, ao longo dos últimos anos, os acontecimentos na província de Cabo Delgado, desde o início da insurgência naquela província nortenha, rica em hidrocarbonetos, mas, a forma como as informações são transmitidas aos leitores, ouvintes e telespectadores parece não agradar ao Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume.

Durante uma conversa com jornalistas, o Ministro da Defesa Nacional apelou à imprensa para que altere a sua narrativa, de modo a não afastar os potenciais investidores da província de Cabo Delgado. Segundo o governante, a situação na província de Cabo Delgado é actualmente estável.

“Há cinco anos tínhamos Mocímboa da Praia ocupada e algumas áreas administrativas sob controlo dos insurgentes. Hoje, não há nenhum local onde possamos dizer que os insurgentes estão a governar. Estão a correr por todo o lado. Por isso, divulguem na imprensa que estamos na sua perseguição, que Moçambique é viável e que Cabo Delgado é viável para investir. É essa a mensagem que gostaria de transmitir”, afirmou Cristóvão Chume.

Na mesma ocasião, o Ministro sublinhou que, enquanto outros países discutem os seus casos de sucesso, em Moçambique as notícias continuam a transmitir medo à população e a afastar investidores. Para Chume, o foco constante em relatos sobre insurgentes contribui para colocar o país “no centro da insurgência” e não “no centro do investimento”.

O governante defende, por isso, que a comunicação social deve também desempenhar um papel na construção de narrativas positivas, capazes de atrair mais investimentos para o país.

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